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Os 7 erros que sua startup de jornalismo deve evitar se quiser sobreviver

Christopher Buschow, do Departamento de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação da Alemanha, fez uma lista de 7 erros comuns que levam startups de mídia ao fracasso.

Os estudos tiveram por objetivo identificar os problemas para ajudar empreendedores e também investidores.

A lista foi construída com a análise de diversas startups, principalmente alemãs, com as quais Christopher teve contato nos últimos anos.

Eis a lista de Buschow:

📌 Os fundadores subestimam as tarefas e a carga de trabalho;
📌 Os fundadores se ‘perdem’ na tentativa de interpretar o papel de produtor de conteúdo e gestor da empresa;
📌 Os fundadores deixam de produzir conteúdo jornalístico (motivados pelas receitas de outras áreas);
📌 A startup não pensa na perspectiva do usuário;
📌 As empresas são subfinanciadas;
📌 As equipes são formadas por pessoas com o mesmo perfil;
📌 Os fundadores não têm contatos e relacionamentos relevantes.

O pesquisador escreveu um artigo sobre o tema no site Media Shift. Para acessar o material, em inglês, clique neste link.

Ponto a ponto

Subestimar as tarefas

Buschow apontou que muitos empreendedores subestimam o esforço que precisam dedicar a outras áreas importantes da empresa, além da produção de conteúdo.

Em uma startup, é preciso empenhar algum tempo para realizar a administração do negócio, cuidar do marketing, pensar em estratégias para desenvolver uma audiência sólida, lidar com tecnologias envolvidas com a organização e ter atenção aos modelos de receitas.

“Muitas dessas atividades não jornalísticas são necessárias, mesmo que o crescimento rápido e lucratividade não sejam os principais objetivos de seus fundadores”


Christopher Buschow

Conflito entre ser gestor e ser jornalista

Em muitas empresas iniciantes, os próprios fundadores ficam responsáveis por criar conteúdo e vender como um produto.

Não demora muito, alguns jornalistas empreendedores se veem em uma espécie de ‘conflito de papéis’, sem saber como negociar um preço para o seu produto pelo medo de ter alguma influência na sua produção.

Buschow analisou que este problema ocorre com maior frequência nas startups que não possuem uma clara divisão entre os departamentos de produção e venda.

Sendo assim: se você não tem muito tato para vender, é melhor entregar essa função a outra pessoa (não a qualquer uma, claro).

Abandonar o conteúdo jornalístico

Este item está mais ligado a um risco de “mudança de pensamento” do empreendedor do que realmente um erro que causa o fim da empresa.

Buschow avaliou que algumas startups de jornalismo conseguem obter receitas expressivas com outras formas de produção de conteúdo, consultorias e treinamentos. Com isso, param de produzir o tipo de material para a qual foram criadas.

Ocorre o que se chama de “pivotagem” nesse mundo de startup; ou seja uma mudança no foco da empresa.

A startup não pensa na perspectiva do usuário

Nas empresas iniciantes avaliadas por Buschow, “os interesses, problemas e necessidades de usuários geralmente desempenham um papel menor”, enquanto a visão do fundador se sobressai.

Buschow diz que “uma abordagem orientada ao usuário permite que os fundadores questionem permanentemente seus produtos e, se necessário, reajam a um ambiente de mercado em constante mudança”.

O pesquisador também afirma que produtos e modelos de receita podem ser desenvolvidos para atender a nichos e sub-mercados quando se olha pela perspectiva do usuário.

Empresas subfinanciadas

É barato começar uma empresa de comunicação atualmente.

Você pode ter um site utilizando o WordPress e fazer fotos, vídeos e transmissões com a câmera do seu smartphone, Porém, não pode esquecer que fazer o seu negócio crescer vai exigir investimento extra.

Os empreendedores, segundo Buschow, esquecem que há custo para atrair novos leitores, monitorar o mercado e para produzir com qualidade.

E, como consequência, diz o pesquisador, cria-se relações de trabalho “atípicas” ou similares às das grandes corporações (sendo que as startups deveriam subverter as práticas.

Subfinanciadas, as empresas iniciantes tendem a recorrer ao voluntariado ou a funcionários temporários e freelancers para produzir, contribuindo para o declínio da profissão.

Times homogêneos

“Equipes inovadoras devem ser formadas por pessoas com diferentes origens e conhecimentos complementares”, diz Buschow.

Ele não fala apenas de ter jornalistas de economia e esportes trabalhando juntos no mesmo projeto.

Ter alguns programadores e especialistas em gestão de negócios pode ajudar mais do que formar uma grande equipe de jornalistas sem tecnologias e recursos para trabalhar.

Ter poucos contatos é ruim

Todo jornalista sabe que ter poucos contatos é ruim, cultivar fontes é extremamente útil e necessário nesta área. Ainda mais quando se quer criar uma empresa no setor.

Ter relacionamento com pessoas de áreas diferentes, às quais pode recorrer em busca de conhecimento, auxílio, informação é essencial. Ignorar esse ponto pode ser fatal, de acordo com Buschow.

Crédito Imagem: Peoplecreations / Freepik

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