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As pessoas estão associando notícias a informações falsas e tendenciosas

Um estudo do Centro de Engajamento de Mídia da Universidade do Texas e Austin, apresentou um resultado preocupante para os profissionais de Comunicação.

As pessoas estão associando o termo notícias a informações falsas e tendenciosas.

Os pesquisadores questionaram os participantes sobre o que vem à mente quando ouvem a palavra “notícias”.

Um grande número disse ter pensado em algo “falso” ou “tendencioso”,

Mais do que uma constatação da perda de credibilidade, o momento é de alerta para a imprensa.

E não somente nos EUA.

Por lá, constatou-se, desde 2006, o termo “fake news” ganhou destaque e tem contribuído para essa avaliação errônea das pessoas.

A data coincide com a eleição de Donald Trump à presidência e aos crescentes ataques à imprensa.

No Brasil, não tem sido diferente.

O presidente Jair Bolsonaro se inspirou no seu par americano e tem rotulado a imprensa como produtora de notícias falsas e tem agido fortemente para desmoralizar jornalistas.

Mas não se trata de uma questão meramente ideológica, bilateral. De direita contra esquerda. O estudo avaliou que em ambos os lados há o desgaste do termo notícias.

Como reverter o cenário

O estudo do Centro de Engajamento da Mídia aponta que o uso dos termos “notícias falsas”e “fake news”, mesmo em checagem de fatos, não colabora para melhorar a percepção das pessoas sobre a veracidade de uma informação.

Pelo contrário.

“Os resultados mostram que a exposição ao discurso das elites (jornalistas, ativistas e políticos) sobre notícias falsas leva a níveis mais baixos de confiança na mídia e identificação menos precisa de notícias reais”, relatam os pesquisadores.

A proposta de solução seria, basicamente essa: devemos parar de falar “fake news”.

Parece radical, mas o ponto essencial é: o uso consciente da linguagem pode evitar que esses termos, que parecem chamar a atenção nos títulos e reportagens, continuem a minar a reputação da imprensa.

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